sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Parque


    Estávamos andando pelo parque quando as primeiras e poucas gotas de chuva começaram a cair. Andávamos devagar, sem preça e sem vontade de chegar a qualquer destino. Tinhamos em mente somente nós, continuar de mãos dadas e de tempos em tempos nos beijarmos.

    Estava tudo lindo. As folhas verdes e o local quase vazio nos dava muito mais sensação de liberdade e ampliava nossa paixão.

    Quando as gotas se iniciaram pensamos em começar a correr, mas nenhum dos dois aumentou o ritmo da caminhada, pelo contrário, diminuímos-na até pararmos. E nesse momento iniciou-se outro beijo, ainda mais forte e intenso do que os anteriores e com a chuva começando a escorrer por nossos rostos e se infiltrando em meio aos nossos lábios.

    Após a primeira onda de prazer, provocada pelo beijo, peguei-a pela mão e levei até o gramado mais verde e afastado que encontrei, apesar de no parque, naquele momento, não haver mais ninguém.

    Joguei-a na grama e vi sua expressão de assustada enquanto caía. Aparei-a quase no chão e depositei seu corpo com cuidado na grama molhada. Ela fechou os olhos e se contorceu ao sentir a água encharcando toda sua roupa, mas ao abrí-los olhou-me e sorriu. Achei-a graciosa. Subi por cima dela e a beijei, enquanto nos envolvíamos num abraço molhado e delicioso...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Diálogo

    - Se quisesse vir, teria vindo.
    - Sim, é verdade, era só ter ido. Mas ainda gostaria de ir.
    - Hum rum.
    - Mas não depende só da minha vontade.
    - É!
    - Ok, é melhor conversarmos uma outra hora. Beijos, boa noite. Durma bem.

    Noutro dia!

    - Sinto saudades sua.
    - Também sinto!
    - Você não falou mais comigo.
    - Só não fui mais atrás, você anda ocupada!
    - Mas eu gosto de falar contigo.
    - Então é só falar, estou sempre aqui.
    - ...

    ...

    - E o que decidiu?
    - Sobre?
    - Vem ou não vem?
    - Você não me disse ainda se quer que eu vá.
    - ...

    Muito tempo depois.

    - Está chateado?
    - Com o que?
    - Não sei!
    - Eu deveria estar?
    - Não sei, é que parece.
    - Hum! E você está?
    - Não. Por quê?
    - É porque parece.
    - Não, não estou.
    - Ha tá.

    ...

    - Oi
    - Oi
    - Oi
    - Só estou ligando pois queria escutar um pouco a tua voz. Sei que as coisas estão um pouco difíceis entre agente, mas eu precisava te escutar um pouco.
    - Hum, bom.
    - E como você está?
    - Estou cansada.
    - É? Muitas coisas?
    - Sim, você nem imagina, estou fazendo ... blá blá blá ... blá blá blá ... blá blá blá.